Efeitos do aquecimento global na exportação de café

O Brasil é o maior exportador e produtor global de café – e não fica muito atrás no consumo da bebida. Porém, estudos recentes trazem preocupações para toda a cadeia produtiva. 

No início de agosto, o Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgou relatório onde concluiu que a temperatura global pode subir de 1,5°C a 2°C neste século se não houver uma drástica redução de emissão de gases de efeito estufa. 

O Painel também apontou que mudanças climáticas irreversíveis já são parte da realidade humana, o que significa que mesmo com controle de danos daqui pra frente, o planeta sempre sofrerá consequências da interferência humana irresponsável no meio ambiente. 

Uma preocupação legítima de especialistas aponta que a produção alimentar mundial fica comprometida com esses dados, o que explicita a necessidade da mudança de atitude de grande parte do agronegócio. 

Boas práticas não só apenas encorajadas, são indispensáveis. 

Saiba quais são essas práticas a seguir! 

Práticas sustentáveis no Agronegócio 

Sustentabilidade e tecnologia são palavras complementares dentro da proposta de inovação do Agro. 

A verdade é que, cada vez mais, os consumidores exigem compreender os processos de produção e saber a história do que está na mesa. Além de ser uma busca por saúde e qualidade, a preocupação com o meio ambiente está mais presente na geração mais jovem, e com razão. 

Crianças que cresceram ouvindo que o meio ambiente precisa de ajuda se tornaram jovens e adultos em busca de iniciativas que podem salvá-lo ou, ao menos, não o prejudicar ainda mais. Ou seja, boas práticas são recompensadas com confiabilidade e fidelização. 

Mas o que seriam boas práticas dentro do Agronegócio? Podemos citar algumas, como: 

  • Usar a tecnologia como aliada no combate a poluição do ecossistema; 
  • Evitar desperdícios e não realizar queimadas; 
  • Reduzir desperdícios de água; 
  • Diminuir o uso de produtos químicos. 

Entre outras práticas aliadas ao combate contra a evolução do aquecimento global e perdas naturais significativas. 

Seguir métodos aliados ao meio ambiente significa a recuperação de áreas degradadas e do ecossistema, produto final com maior qualidade e menos gastos com insumos agrícolas. Ou seja, são vantagens para todo o ciclo produtivo – desde o produtor até o ecossistema mundial. 

Veja a ligação de práticas sustentáveis e a produção de café a seguir! 

Produção de café nacional

Segundo dados do IBGE, café é o produto mais consumido pelos brasileiros em uma base diária, ganhando até mesmo do tradicional feijão com arroz. 

Ainda outro dado relevante é que a produção principal cafeeira concentra-se principalmente no Sul de Minas Gerais, Espírito Santo e interior paulista, ocupando nacionalmente cerca de 2 milhões de hectares. 

Uma produção em tamanha escala significa também efeitos diretos no ecossistema nacional – e, por consequência, também no global. 

Tomando uma perspectiva mais esperançosa, a luz que brilha no fim do túnel é a da cafeicultura sustentável, um modelo que ganhou força nos últimos vinte anos e garante padrões que agem em prol da conservação ambiental. 

Cafés especiais (identificação técnica de cafés de alta qualidade que atendem paradigmas internacionais) e certificados (cafés que adquirem selos de qualidade ou socioambientais) prezam pela rastreabilidade e contam suas histórias já no rótulo, o que aproxima o consumidor final dos processos da cadeia produtiva e demonstra as preocupações ambientais dos produtores que forneceram a qualidade do produto. 

Compreende-se então a importância da produção de cafés especiais e certificados para a manutenção ambiental nacional. Confira a seguir o que esses dados significam para a exportação do café. 

Exportação de café e mudanças climáticas: relações

Com base em dados mais recentes divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações de café atingiram seu ápice em 2020, com recorde de 44,5 milhões de sacas de 60kg. 

A pandemia mundial resultou em uma baixa no consumo da bebida em locais antes frequentados com esse fim, mas não impediu que as pessoas continuassem a beber café em casa. Segundo os números 9,4% mais altos em relação a 2019, conclui-se que até em maior quantidade. 

Nos sete primeiros meses de 2021, a receita cambial obtida com a exportação dos Cafés do Brasil totalizou U $3,203 bilhões. O montante é 7% maior que o rendimento registrado no mesmo período do ano passado.

Esses índices apontam que a demanda pelo café existe em níveis globais e aumentam cada vez mais, se a pandemia não impediu o consumo da bebida queridinha pelo mundo, as mudanças climáticas talvez sejam o fator que impeça. 

A combinação de secas e geadas no Brasil afetam diretamente o preço e consequentemente a quantidade do produto para distribuição nacional e exportação. 

Além de comprometer a safra atual, as temperaturas demasiadamente frias podem afetar as próximas safras. Além disso, a produção de cafés especiais e certificados demandam um padrão de qualidade que não pode ser alterado, ou seja, essas produções que ajudam o meio ambiente ficam comprometidas e podem ser reduzidas. 

Além disso, financeiramente, os prejuízos são absurdos. Os valores dos cafés aumentam e ainda assim não cobrem todos os danos causados para os produtores. Por consequência, a exportação também diminui. 

A preferência por cafés que seguem boas práticas são imprescindíveis em momentos como esse. É apostando na restauração do meio ambiente que os ciclos viciosos e agressivos de destruição irão cessar. 

Encontre mais conteúdos sobre cafés especiais e certificados seguindo a página da Agrorigem no Instagram. 

Fontes: NovoAgro, IPCC, Cecafé. 

Effects of global warming on coffee export

Brazil is the largest global exporter and producer of coffee – and is not far behind in the consumption of the drink. However, recent studies raise concerns for the entire production chain.

In early August, the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) released a report where it found that the global temperature could rise from 1.5°C to 2°C this century if there is no drastic reduction in greenhouse gas emissions.

The Panel also pointed out that irreversible climate change is already part of the human reality, which means that even if there is damage control going forward, the planet will always suffer the consequences of irresponsible human interference in the environment.

A legitimate group of specialists points out that world food production is compromised by these data, which explains the need for change in a large part of agribusiness.

Good practices are not only encouraged, they are indispensable.

Find out what these practices are below!

Sustainable Practices in Agribusiness

Sustainability and technology are complementary words within the Agro innovation proposal.

The truth is that, increasingly, consumers are demanding to understand the production processes and to know the history of what is on the table. In addition to being a search for health and quality, concern for the environment is more present in the younger generation, and with good reason.

Children who grew up hearing that the environment needs help have become adults in search of initiatives that can save it or, at least, not harm it further. In other words, good practices are rewarded with reliability and loyalty.

But what would be good practices within Agribusiness? We can name a few, such as:

  • Use technology as an ally in combating ecosystem pollution;
  • Avoid waste and never use burns;
  • Reduce water waste;
  • Decrease the use of chemicals.

Among other practices allied to combating the evolution of global warming and significant natural losses.

Following methods allied to the environment means the recovery of degraded areas and the ecosystem, a final product with higher quality and less expenditure on agricultural inputs. In other words, they are advantages for the entire production cycle – from the producer to the planet.

See the link between sustainable practices and coffee production below!

Brazilian Coffee Production

According to IBGE data, coffee is the product most consumed by Brazilians on a daily basis, even gaining from the traditional rice and beans.

Another relevant fact is that the main coffee production is concentrated mainly in the south of Minas Gerais, Espírito Santo and the interior of São Paulo, occupying around 2 million hectares nationwide.

Production on such a scale also means direct effects on the national ecosystem – and, consequently, also on the global one.

Taking a more hopeful perspective, the light that shines at the end of the tunnel is that of sustainable coffee growing, a model that has gained traction over the past twenty years and guarantees standards that act in favor of environmental conservation.

Specialty coffees (technical identification of high quality coffees that meet international paradigms) and certificates (coffees that acquire quality or socio-environmental seals) value traceability and tell their stories already on the label, which brings the end consumer closer to the processes of the production chain and demonstrates the environmental concerns of the producers who provided the quality of the product.

The importance of producing special and certified coffees for national environmental maintenance is understood. See below what these data mean for coffee exports.

 Relations between Coffee Exports and Climate Change

Based on the most recent data released by the Brazilian Coffee Exporters Council (Cecafé), coffee exports reached their peak in 2020, with a record 44.5 million 60kg bags.

The global pandemic has resulted in a drop in consumption of the drink in places previously frequented for this purpose, but it has not stopped people from continuing to drink coffee at home. According to the numbers 9.4% higher compared to 2019, it’s concluded that even in greater quantities.

In the first seven months of 2021, the foreign exchange income obtained from the export of Brazilian coffees totaled US$ 3.203 billion. The amount is 7% higher than the income recorded in the same period last year.

These indices show that the demand for coffee exists at global levels and is increasing, if the pandemic did not prevent the consumption of the beloved drink around the world, climate change may be the factor that prevents it.

The combination of droughts and frosts in Brazil directly affects the price and consequently the quantity of the product for national distribution and export.

In addition to compromising the current crop, too cold temperatures can affect future crops. Also, the production of specialty and certified coffees demands a quality standard that cannot be changed, in other words, those productions that help the environment are compromised and can be reduced.

Furthermore, financially, the losses are absurd. Coffee prices increase and still do not cover all the damage caused to producers. As a result, exports also decline.

The preference for coffees that follow good practices are essential at times like this. It is by betting on the restoration of the environment that the vicious and aggressive cycles of destruction will cease.

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Sources: : NovoAgro, IPCC, Cecafé. 

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